Top picks

sample67

Diarinho

sample84

Resenhas

sample68

Brasil x EUA

sample68

Viagens

sample68

Listas

Restrospectiva 2017

Eu tinha uma resolução para 2017. Direta, plausível, uma só. Parecia simples. Afinal, quão difícil pode ser seguir apenas uma direção? O que poderia dar errado quando se tem apenas uma meta a cumprir?
Respondo: Pode ser muito difícil, muita coisa pode dar errado.
Ainda mais quando seu único objetivo é se fazer feliz.


Eu não quero cuspir para cima e dizer que 2017 foi um ano horrível, porque, juro, não foi. Sequer entrou para a lista dos top 5 (alor, 2013!). Não, 2017 foi mais um daqueles anos de aprendizados tapas na cara. O ano que a vida me olhou e disse "então você acha que já cresceu tudo que tinha para crescer? HA."

A boa notícia é que ele acabou e eu o venci. Ok, vencer é uma palavra forte. Meio capenga, insegura dos próximos passos, ao menos eu o terminei.
fonte: Sarah's Scribbles
Em 2017 eu quis muitas coisas. Veja bem, foram muitas coisas mesmo. E consegui várias delas. Só que apenas uma mão cheia me preencheram, poucas me trouxeram a paz interior que eu imaginava alcançar. E o ruim de querer várias coisas é que, se elas não te trazem algum conforto, você não deixa de querer. Pelo contrário, você acaba querendo ainda mais. Alguma hora há de preencher, certo?
Fuén, errado.

Então eu fiz o que qualquer homo sapiens em sã consciência faria: eu reclamei. Minha nossa, como eu reclamei nesse 2017. Reclamei demais e, pra ser bem sincera, ainda não consegui parar totalmente.
Porque nada estava bom, nada estava completo, nada estava perfeito.

Da onde eu tirei essa ideia maluca de que deveria ser perfeito, eu não saberia dizer. O que outrora me fascinava - essa habilidade que a vida tem, de dar voltas quebradas por caminhos atravessados -, agora só conseguia me deixar cada vez mais ranzinza. Quando olho para trás, percebo que não bastava tudo estar bem, as coisas estarem dando certo. Elas tinham de dar certo do jeito que eu queria. Isso mesmo, uma receita prontinha para a frustração.


Como se não bastasse, eu ainda passei boa parte do ano me cobrando. Me importando demais com coisas materiais. Me alimentando mal. Fazendo atividades que me deprimiam. Aturando gente mesquinha. Odiando gente mesquinha. Resumindo, retrocedendo de tudo que havia evoluído nos últimos 4 anos.

Não vou negar, fiz amigos excelentes nesse 2017. Arrisco dizer que amigos para a vida toda. Gente capaz de me colocar pra cima, assim, num estralar de dedos. Só que foi nesse ano que eu conheci o lado detestável dos americanos também.
Pudera, até 2016 eu estava presa e segura nessa redoma feliz que são os amigos do marido. Gente que, mesmo eu quase nunca encontrando hoje em dia, sempre manda lembranças, presentes, docinhos (me alimentar é o caminho mais rápido para o meu coração).
Dai lá fui eu, voar com as minhas próprias asas. Enfiar-me em círculos duvidosos, munida apenas de um escudo afável e macio, todo construído em anos de hospitalidade brasileira. Me fodi. Passei aí, uns belos meses tendo de conviver com gente frívola, machista e desleal.
Graças aos deuses, passou. Cresci. Made my skin a little bit thicker.

Às vezes eu acho que trabalhar demais feat. estudar demais faz um pouco isso com a gente. Se deixarmos, claro, nossa vida vai ficando cada vez mais vazia, cada vez mais janta-banho-cama. All work and no play makes Jack a dull boy. E corremos para complementá-la de qualquer forma, nem que seja com sentimentos desconstrutivos. Punhados perecíveis de tudo; bens, amizades, amor próprio. Veja bem, veda o buraco temporariamente, mas pede a conta no final.

Ainda não querendo ser injusta com 2017, nesse ano eu me senti deveras recompensada pelo meu esforço. Nesse ano eu fui muito amada, se não por mim, pelas pessoas que eu mais quero bem. Nesse ano eu me provei várias vezes, para mim mesma e para os outros (não que precisasse). Nesse ano eu conquistei coisas que não imaginava que viriam tão cedo. Em 2017 eu arrisquei, aprendi, amei, cresci.

Pedaços de 2017: Hawaii - Canadá - Bear Lake

Acho que parte do segredo é saber se dar um desconto também. Li muito menos do que gostaria, e o Reading Challenge 2017 ficou pendente. Sei que foi graças ao mestrado, já que, antes de começarem as aulas, vinha mantendo um ritmo até aceitável de leitura. E não espero mudar isso em 2018. Pelo contrário, a faculdade ainda vai tomar longos 8 meses da minha vida, e só eu sei como é chegar em casa à meia noite, abrir o kindle e não sair do mesmo parágrafo até apagar completamente.
Não adianta querer dar um passo maior que a perna, muito menos perder a paz se culpando por não chegar lá.

Se eu ao menos tivesse me dado conta disso mais cedo.

Já disse aqui inúmeras vezes que lista de resoluções não são para mim e não vou recuar dessa vez. Mantendo a tradição do mantra único, sem muitas expectativas, fica o direcionamento para 2018: Está tudo bem diminuir o ritmo, parar de se cobrar, de querer mais, de buscar o inalcançável:

You gotta know just when to fold.

Tradições Natalinas

Já é esperado que a combinação bom velhinho + neve + pisca-pisca desperte sentimentos de abraços quentinhos na minha pessoa (textão de ode à data aqui). No entanto, o fato de ser o primeiro Natal na casa nova e, de quebra, o primeiro com a mamãe vindo visitar, culminaram em um frenesi natalino mais intenso que o normal.


É como se o mês de dezembro tivesse girado todo em torno da data, com tradições antigas e hábitos fresquinhos se unindo para me distrair da grande pressão dos exames finais (e decisões profissionais pesadíssimas). No fim, acabou sendo o melhor mês do semestre, e eu só queria que Papai Noel pudesse dar uma passadinha rápida todo dia 25.

A árvore

Confesso que gosto das falsas, e quanto mais dobrável (leia-se fácil-de-guardar), melhor. Acontece que o marido tem toda essa nostalgia com o cheiro dos pinheiros e, depois de ler esse artigo, concordei em sair à procura de um espécime verdinho e perfumado.





Meta para o próximo Natal: uma árvore viva, em um vaso, que eu possa manter e enfeitar por anos.


A decoração

As mesmas guirlandas, festões e enfeites de sempre, mas como é bom tirar todos da caixa e pendurá-los mais uma vez! Sendo 2017 como foi, não pude deixar de sentir um misto de dever cumprido com, por falta de expressão melhor, alívio em ter sobrevivido.


papai noel em dezembro / treinador da Utah o resto do ano

A trilha sonora

Meu negócio é os clássicos; Sinatra, Bing Crosby, Dean Martin. Sendo assim, Christmas Classics foi a playlist que mais escutei - praticamente todos os dias, em loop eterno - no caminho da ida e volta do trabalho.

A maratona

Esse ano eu estava um pouco sem humor para filmes de Natal (já que vimos uns 20 no ano passado e eu ainda lembro de todos eles), então decidi maratonar todos os episódios natalinos das séries favoritas. Com direito a Supernatural e velhinhos canibais, claro.



Os cookies

O que inspiraria mais o sentimento natalino do que esses gingerbread cookies deformados pela minha falta de habilidades confeiteiras?



As luzes

Salt Lake City não decepcionou e o centro estava lindo, festivo e iluminado. Assistimos uma apresentação de coral e enfrentamos os -5° C para darmos uma volta e tirarmos algumas fotos na praça principal.




Menção honrosa

Somente o melhor presente de Natal ever: Um SNUGGIE DE HOGWARTS!

Porque cair no sono e babar no sofá vestida como uma verdadeira bruxinha é tudo o que eu precisava nas minhas noites de inverno.

Happy Holidays!

Gratidão

Queria ter nascido com o dom de saber agradecer mais e reclamar menos. Não necessariamente fazer a pollyana, mas, ainda assim, enxergar o melhor nas situações, por pior que elas se apresentem. Queria praticar mais parar por uns minutos, para perceber todas as coisas que conquistei, sem me focar naqueles detalhes que nunca sairam como eu queria. Um tanto mais contemplação, um tanto menos pressa.

Mas eu sou cheia de falhas e, talvez, essa seja uma das piores. Tudo bem, essa constante insatisfação pode ser produtiva às vezes, e eu acredito que me impulsiona a ir atrás de muita coisa. Convenhamos, comodismo nunca foi meu nome do meio. Ainda assim, gostaria de poder parar e olhar ao meu redor, me sentir grata por tudo que deu certo até aqui. Por tudo que deu errado também, afinal, o que importa são as lições aprendidas.

O Thanksgiving pode não significar muito para mim, afinal, nunca fez parte da minha cultura, mas eu achei incrível essa ideia de tirar um dia para agradecer por tudo aquilo que tomamos como ganho. É triste sim, que precisemos de um dia específico para desligar os eletrônicos, aproveitar a família, comer com calma e sermos gratos. Mas funciona.

O dia aqui em casa teve muita colaboração familiar na cozinha. Não sou a maior fã do ambiente, sequer sei ir muito além do ovo frito e do arroz na arrozeira, mas ajudei no que pude. Já que é para fazer, vamos caprichar. E, no fim, o almocíneo ficou 99% tradição americana, mas aquele 1% rebeldia:









: Peru, cassarola de brócolis, purê de batata, gravy, yams com marshmallow (éca), molho de cranberry, torta de banana.
: Cuscuz ♡, salada de berinjela, brigadeirão.
Tecnologia do Blogger.