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Here comes the sun

Eu nunca sonhei em me casar. Espera, deixa eu consertar isso. Eu sempre quis um casamento; chegar em casa e ter alguém para contar meu dia, cozinhar, viajar, planejar as economias, ver todas as séries e envelhecer juntos. Mais ou menos igual ao comecinho de Up, sabem? O que eu nunca quis mesmo era uma festa de casamento.

Só que o casamento, como eu venho aprendendo a cada dia, é uma equação de duas variáveis. E o y dessa equação não estava tão contente assim com uma celebração fast food.
Concordei com a cerimônia (fake, porque já estávamos casados). Concordei com uma recepção. Concordei em chamar a família de outros estados (e outro país). Quando eu me dei conta, já estava envolta em uma bola de neve, na qual eu precisava tomar decisões importantíssimas como escolher entre 5 tipos diferentes de centros de mesa, ou entre 10 cores de toalhas.

Me estressei? Muito. Valeu a pena? Valeu. Depois que passa a entrada ao altar (ao som de Here Comes the Sun, fiz questão), e você se dá conta de que não levou um tombo - de salto 15, na grama -, tudo fica bem mais leve. O máximo de leveza que passar o restante das 4 horas com um vestido de 4 kg permite, claro.

Das histórias de des-amor

Essa semana, entre leituras sobre o Tinder e desavenças amorosas-barra-finais felizes no blog da Analu e newsletter da Anna Vitória, me lembrei de uma história de desamor mais ou menos com internet, que me aconteceu há 6 anos, quando aplicativos de paquera ainda não estavam aí para dar uma forcinha.

O ano era 2010, época dourada de orkut e raríssimos casos de internet no celular. Eu caminhava para o ponto de ônibus, muito provavelmente no pior humor possível, já que, novidade, estava atrasada para o trabalho. Ele já estava lá, parado perto da escadaria, naquele ponto deserto, calça jeans levemente apertada e moletom hipster, barba por fazer – confesso, não sou fã -, e cara de tédio, já que, como mencionado acima, os tempos de rosto enfiado no celular 24-7 estavam apenas no comecinho. Parei no ponto, dei uma olhadinha, ele me ignorou, fiz a blasé, vida que segue.

Semanas passam, lá estou eu, atrasada para o trabalho novamente (talvez tenha sido uns 2 dias depois, dada a minha falta de pontualidade frequente), quando me deparo com o mesmo mocinho parado no ponto. Dessa vez me permiti reparar melhor no quanto lindinho ele era - leia-se encaradas pouco discretas- , e logo meu cérebro já estava maquinando como poderia encontrá-lo mais vezes, já que isso parecia acontecer quando, ao invés de 10 para as 8, eu saía às 8h30. Conclusão pouco óbvia: No dia seguinte, me atrasei de propósito. Só que, como meus planos nunca saem exatamente como eu quero, dessa vez acabei perdendo a linha, com o perdão do trocadilho; saí às 8h40 e ainda tive tempo de ver o ônibus subindo a rua, quando, ignorando toda a falta de sensualidade na cena, corri meia maratona e ainda tive tempo de ver o bonitinho mas ordinário subindo no busão, enquanto olhava para minha cara e poderia muito bem ter segurado o motorista mais uns segundinhos para mim.


O amor morreu por um mês talvez; sou dessas, que fica de mal de estranhos que sequer se dão conta da minha existência. Isso até que um dia, novamente atrasada, novamente dando de cara com o dito cujo no ponto, resolvi que ficar nos olhares com um guri que certamente não estava interessado e, ainda por cima, não segurava o ônibus para mim, só poderia ser cilada. O negócio é que, dessa vez, ele que não parava de me olhar. Assim, na caruda mesmo, de me fazer até checar se não tinha alguém acenando para ele atrás de mim. E tomamos o ônibus, descemos na estação, ele caminhando perto de mim, pegou o mesmo sentido do metrô e sentou no banco bem em frente. E nisso foram uns trinta minutos de olhadelas e sorrisos desajeitados, da Jabaquara à Luz, até que chegou minha vez de desembarcar.

Fiquei esperando a porta ao lado dele abrir, e ele encostou na minha mão. Perguntou se eu trabalhava na próxima estação, se morava perto do ponto, e eu, quase tremendo de nervoso, afinal nunca tinha flertadinho no metrô antes, retribui perguntando onde ele estudava (Anhembi Morumbi), e até qual estação iria. A porta do metrô abriu, tive de sair rápido e me dei conta que tinha esquecido de perguntar o nome dele. Esqueci simplesmente a parte mais importante da conversa. Tudo bem, dia seguinte o veria de novo e, claramente, já estava perdoado pelo incidente do ônibus.

Foram uns 5 dias saindo cedo, para não correr o risco de chegar atrasada demais da conta, e deixando ônibus após ônibus passar, enquanto esperava ele chegar no ponto. Lembrando hoje em dia, eu não consigo deixar de dar risada, porque jamais faria isso de novo por carinha bonitinho algum, afinal tenho mais o que fazer das minhas manhãs (leia-se dormir mais 5 minutos). Mas ser jovem é uma beleza, e eu esperei pacientemente a semana toda.

Chegando à conclusão que ele deveria estar de férias do estágio ou qualquer coisa assim, resolvi recorrer aos métodos modernos para me dar uma forcinha com o futuro pai dos meus filhos. Estava tudo muito romântico e paulistano até então, mas vivemos em pleno séc XXI e a tecnologia está aí para ser usada. A parte mágica da coisa foi que sabe-se lá por quê, eu coloquei na cabeça que o nome dele era Rodrigo. Ele tinha cara de Rodrigo. Eu sou dessas pessoas que acha que as pessoas têm cara de nome, e que, muitas vezes, sofre para aprender o nome certo. E lá fui eu; Orkut > Comunidades > “Anhembi Morumbi” > “Rodrigo” pesquisar.

Seria um final de tirar o fôlego dizer que o encontrei, que mandei inbox, que batemos certinho, namoramos e que só o destino para pregar uma peça dessas. Mas o fato é que, bem, o encontrei mesmo. E o nome dele era Rodrigo mesmo. Só que ele escrevia “contigo” separado ('estamos com tigo! s2'), “a gente” junto, e tinha como ídolo supremo o Elieser do BBB. Acabou o amor de vez. E passei a ir para o trabalho bem mais cedo todos os dias.


~ Tv e Filmes

Resolvi pegar para ver "How to Get Away With Murder" em um dia desses, de bloqueio criativo no Netflix. Resultado: estamos viciados, namorado e eu, e já sofrendo porque só a primeira temporada está disponível. Viola Davis é diva eterna.
Semana passada fomos ao Festival Sundance de Cinema em Park City e assistimos “The Lovers and the Despot”. O filme conta a história real de uma estrela do cinema e um diretor famoso na Coréia do Sul, raptados por Kim Jong-il e obrigados a fazer filmes para a Coréia do Norte. Acabei embarcando na vibe e aproveitei para assistir “The Propaganda Game”, no Netflix, que fala sobre o poder da propaganda do regime na Coréia do Norte. Para quem também ama documentários, fica a recomendação dos dois.

~ Leituras

Finalmente comecei a ler O Homem do Castelo Alto. Já estava na minha lista há meio século, mas depois de assistir o documentário sobre a II Guerra Mundial em cores no Netflix, achei que o assunto estava fresco na cabeça o suficiente para conseguir acompanhar as analogias do livro. Acontece que o namorado decidiu que queria ler também e resolvemos fazer esse Clube da Leitura de dois. Vou te dizer, é bem complicado ler em duplinha, já que eu tenho mais tempo livre e acabo tentando não avançar muito na frente dele. Por isso, nas horas vagas estou lendo “O Segredo de Jasper”, que ainda não me empolgou. Estou com medo de ter lido “O Sol é para todos” muito cedo esse ano e ter estragado todas as leituras seguintes, porque ninguém jamais vai ser como a Scout <3.

Todos os meus dez maridos

Vi a listinha pela primeira vez no blog da Taryne, e logo seguiu-se uma en-xur-rada de posts apaixonados pelo meu reader, cheio de declarações e odes a personagens mais que cativantes. Como sempre sofri de paixonites platônicas e completamente irreais, tive de roubar a ideia (com os devidos créditos à Rafinha que, pelo o que entendi, foi a pioneira do meme). Portanto seguem meus maridos imaginários, sem qualquer ordem de preferência, exceto, claro, pela primeira posição:


Sherlock Holmes
Antes mesmo de começar a lista, posso afirmar que desistiria de todos os envolvidos por esse senhor. Nosso romance é antigo, fomos apresentados lá pela 6ª série, por um cupido disfarçado de professora de português, que indicou “Um Estudo em Vermelho” para a aula de literatura. Foi amor à primeira vista. Nunca fui de escrever (ou ler) fanfics, mas passei os anos seguintes imaginando linhas paralelas em cada um dos contos, onde eu poderia participar e conviver com aquele homem que, meu deus do céu, não podia ser ficção. Sherlock foi minha paixonite mais aguda. Eu queria ser Watson e ouvi-lo tocar violino, discutir suas teorias e salvá-lo das noites imersas em absinto. Queria ser Irene Adler e desafiá-lo na sua própria ciência, fazê-lo me enxergar como um igual, mesmo através da sua misoginia marcante. Nunca senti nada parecido pelas representações em filmes ou séries do meu detetive, ora carrancudo, ora inexpressivo, ou até mesmo um completo idiota (Downey Jr. mandou um alô), até que, em 2011, tive o prazer de me deparar com meu adorado em carne e osso, ali, bem na minha frente. O Sherlock de Benedict Cumberbatch é exatamente como imaginava; jovial, entusiasmado, prepotente de uma forma inocente e encantadora. Casava, sem sequer me importar com o apartamento minúsculo e bagunçado da Baker Street.


Wilson – House M.D.
Dr. House foi baseado em Holmes na sua forma mais... desafiadora; inteligente, insensível, direto e extremamente petulante. Veja bem, amo House, mas quem aguentaria passar mais de alguns minutos por dia com ele? (Isso se ele não der um ataque de ciúmes e enfiar um carro na sua casa...). Wilson é o contrapeso; tolerante, educado, companheiro. Ele vai te levar flores, enquanto House receberia uma massagista ucraniana na sua sala. O namoradinho perfeito, carinhoso, com uma carreira invejável e um escritório repleto de presentes de criancinhas com câncer, Wilson é virtude, diria uma das minhas personagens favoritas. Casaria e esperaria casa arrumada, comidinha pronta e massagem no fim do dia.


Holden Caulfield
“O Apanhador no Campo de Centeio” foi sugestão de uma amiga, nos anos 2000. Lembro exatamente da frase dela, enquanto lia escondida na carteira, em uma aula de matemática qualquer: “Ká, você tem que ler esse livro, o protagonista é sua versão masculina!”. E era mesmo. Holden é pessimista, reclamão e passa boa parte do tempo odiando tudo e todos. Em tempo, a Lú, minha amiga querida, me entendia como ninguém. Holden é do tipo observador, que pensa demais e se sente deprimido com situações que a maioria das pessoas não dá a menor importância. Ele tenta ao máximo ser realista, embora muitas vezes acabe sendo mimado e um tanto hipócrita, exceto quando mostra todo seu carinho pela irmãzinha. Holden é meu rebelde sem causa favorito e foi um dos personagens mais importantes da minha adolescência. Um garoto normal, tentando entender o mundo à sua volta. Casaria pelo prazer de ver o adulto interessante que ele se tornaria.


Major Anthony Nelson – I Dream of Jeannie
Esse é culpa da minha mãe, que me apresentou ao seu seriado favorito da juventude, que logo se tornou um dos meus também. Major Nelson é mais um para a cota dos bonzinhos. A história é mais ou menos a seguinte; ele tem um gênio disponível 24h por dia. Um GÊNIO, veja bem. Ele poderia pedir qualquer coisa – riqueza infinita, mulheres, poder -, mas tudo que ele quer é ser um bom astronauta, ir à Lua e ficar longe de problemas, sem truques. Mais digno, impossível. Em tempo, toda vez que assisto às temporadas, fico impressionada de como Larry Hagman era bonito. Quero dizer, muitas vezes acho difícil considerar um moço "das antigas" bonito, seja pelo estilo, corte de cabelo ou a simples diferença no padrão de beleza mesmo. Mas Major Nelson era lindo em 1960 e é lindo hoje em dia. Casaria e jogaria a garrafa de Barbara Eden (outra beleza imortal) no lixo.


Harry Potter
Eu sei, todas suspira por Ron Weasley. Talvez por ser filha única e não ter de dividir histórias ou, nas brincadeiras (sozinha, snif), seguir apenas meu próprio roteiro, eu sempre tive uma queda por protagonistas. Harry pode não ser o mais inteligente da turma, nem o mais bonito, ou sequer o companheiro notável, mas é, sem sombra de dúvidas, o centro das atenções, o grande herói. Rowling ainda o presenteou com uma dose de realismo, quando o fez extremamente honrado, mas repleto de falhas. Por várias situações, vemos Harry tomar atitudes impulsivas, egoístas e irresponsáveis, colocar seus amigos em perigo, meter os pés pelas mãos. Para, no fim, mostrar toda a sua coragem e se sacrificar, sem pensar duas vezes, por amor e amizade. Casaria e exigiria meu green card no mundo dos bruxos.


Derek Shepherd – Grey's Anatomy
A escolha mais óbvia, eu sei, mas não consegui resistir. Não é apenas o cabelo impecável, Derek Shepherd exala perfeição por cada milímetro do corpo maravilhosamente esculpido. Ele quer casa, esposa e filhos. Romântico incurável, já chegou a perdoar uma traição e lutou bravamente contra um novo amor, por respeito ao casamento em ruínas. Dono de um sorriso apaixonante, ele é do tipo que propõe casamento por post-it's, da forma mais fofa possível, e, de quebra, ainda constrói uma casa linda para morar com sua amada. Pois é, McDreamy é, reconhecidamente, um sonho. Até quem não é tão chegado em crianças assim – moi –, se derrete quando o vê brincando com Zola. Caso, mas me recuso a morar em um trailer.


Nathan Drake - Uncharted
De longe, o mais sexy da lista. Nathan Drake é aventureiro, engraçado (por vezes até bobo, vide troféu Marco Polo) e absurdamente sedutor. Acreditem em mim, Drake é o McSteamy dos games. Sua personalidade faz com que jogar Uncharted seja quase como assistir um filme, com um daqueles protagonistas para lá de carismático. Ele é o herói insolente, aquele que vai fazer piadinhas quando te pegar no colo e abrir um sorrisão quase infantil logo depois de escapar de um desastre. Aliás, uma de suas características mais marcantes é não levar a vida tão a sério, a não ser quando seus amigos correm perigo. É praticamente impossível jogar sem imaginar como ele seria se fosse... bem... real. Afinal, com o charme inspirado em Cary Grant, quem resistiria? Caso. Na Índia, de roupa cáqui, em meio a ruínas e explosões.


Jim Halpert – The Office
Apresento-lhes o motivo pelo qual sobrevivi à primeira temporada de The Office. E à metade da segunda. Porque, minha gente, The Office é uma das séries mais geniais que já assisti, mas o começo é sofrível. Agradeço aos céus por existirem Pam e Jim para aliviar. O romance dos dois é daqueles que te faz sentir uma pontadinha de inveja por não ser com você. Jim é o cara fofo do escritório, meio tímido, extremamente sarcástico, com um sorriso de derreter corações, que se apaixona completamente pela melhor amiga do trabalho. Só que a moça está de casamento marcado e ele é obrigado a suprimir esse sentimento, até não aguentar mais e, finalmente, se declarar. Com a ajuda da sua criatividade marcante (suas pranks são bem famosas), ele não só se tornou o queridinho da série, como também conquistou o coração da amada. Confesso que assisti à cena do primeiro beijo mais vezes do que conseguiria contar. Caso e ainda me fantasio de papel para combinar com o three hole punch no Halloween, ui.


Sôichiro Arima – Kareshi Kanojo no Jijou
Arima é o tipo de personagem que não dá nem para desejar que seja real. Ele é inteirinho feito daquela perfeição e primor que só poderia existir na ficção mesmo. E a história começa bem por aí. Miyazawa é a garota modelo no colégio onde estuda; ótimas notas, bonita, boa nos esportes, sempre disposta a ajudar os colegas. O problema é que sua personalidade é uma farsa assumidamente criada por ela mesma, no intuito de ser o centro das atenções. Quando está longe da escola, Miyazawa é narcisista, infantil e altamente competitiva, chegando a passar noites em claro estudando como uma louca, apenas para sustentar sua imagem. É então que Sôichiro Arima chega ao colégio e Miyazawa tem uma crise de inveja/ciúmes. Arima não só tira notas maiores, como também faz parte de vários clubes e ainda arruma tempo para ser campeão nacional de kendo. É educado, bonito e prestativo. De verdade. No meio de toda a rivalidade (por parte da Miyazawa), os dois acabam se apaixonando e Arima ainda se torna o namorado mais fofo do mundo. Casaria, e pediria ajuda na lição de casa.


Jesse de Silva - A Mediadora
Vou logo dizendo, Jesse é um fantasma. E isso seria o suficiente para eu abandonar a leitura e enfiar o livro no freezer, no melhor estilo Joey. Sério, morro de medo de histórias de fantasmas. Para piorar (ou não), Jesse é o fantasma que a protagonista Susannah encontra no seu quarto quando se muda para uma nova casa e, justiça seja feita, se vê obrigada a dividir o espaço com o atual morador. Não que ela não tenha apresentado alguma resistência, mas é realmente difícil dizer não a uma assombração de pele bronzeada, cabelos escuros, olhos negros e abdômen de causar distrações até a uma médium. Além dos atributos físicos frequentemente mencionados por Susannah, Jesse é o típico gentleman do século XIX - data em que morreu -; nobre, educado, protetor e com uma moral tão exacerbada, que seus conceitos sobre relacionamentos chegam a ser um tanto antiquados. Nada que não possa ser resolvido, claro. Ele ainda é bastante esquentadinho e vive sussurrando palavras em espanhol quando fica bravo. Ai. Casaria, nessa e na outra vida.

Menções honrosas a Tom Hansen, Clark Kent e Dexter Morgan.
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